
“Até o chuveiro ele vendeu”, com essa frase o Vereador Professor Cleber (União Brasil) relatou o drama de uma família que tem em seu meio uma pessoa drogada e cobrou mudanças no tratamento de dependentes químicos.
Os casos vivenciados por famílias atingidas pelo vício das drogas voltou ao centro dos debates no Legislativo municipal. Durante a recente sessão da Câmara, o vereador Professor Cleber (União Brasil) manifestou profunda tristeza ao expor a situação de um jovem que vaga pelas ruas da cidade, refém da dependência química.
A gravidade do caso chegou ao conhecimento do parlamentar após uma visita desesperada da família do rapaz ao seu gabinete. Com forte atuação e militância social em comunidades como os bairros Bom Jesus e Santa Vitória, o vereador relatou já ter presenciado de perto a vulnerabilidade do jovem. Segundo a família, a compulsão levou o rapaz a comercializar diversos pertences da própria residência para sustentar o vício. “Até o chuveiro ele vendeu”, lamentou o Professor Cleber durante seu pronunciamento.
O ponto de maior alerta trazido pelo vereador envolve a dinâmica do atendimento na rede pública de saúde mental e combate às drogas. A família informou que o jovem buscou ajuda no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPS AD), onde foi orientado a cumprir uma série de etapas e ciclos operacionais para, somente então, ser encaminhado a uma internação.
No entanto, o rapaz não conseguiu completar a totalidade do processo, abandonando o acompanhamento e retornando às ruas e ao consumo de substâncias. Para o parlamentar, a exigência de etapas cria uma barreira difícil de ser superada por quem já se encontra em estado severo de dependência. “É muito difícil um viciado completar os ciclos necessários para só a partir daí conseguir uma internação. Muitos acabam não voltando ao CAPS AD e retornam ao vício”, pontuou o vereador.
Diante do cenário o Professor Cleber formalizou um pedido oficial de informações direcionado ao Poder Executivo Municipal. O objetivo é entender os protocolos adotados pela rede municipal e encontrar caminhos para orientar adequadamente as famílias que enfrentam o mesmo problema. “Respeito a Lei Geral de Proteção de Dados, mas precisamos de informação de como agir e o que aconselhar às famílias que estão nessa situação”, reforçou o parlamentar, defendendo que o poder público ofereça respostas mais ágeis e efetivas.
A manifestação do Professor Cleber recebeu o apoio incondicional de outros vereadores no plenário. Todos endossaram a urgência de aprimorar os fluxos de acolhimento e tratamento de dependentes químicos no município. O caso foi oficialmente encaminhado ao Executivo para análise e busca de soluções.






