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Edson Azeredo propõe criar mecanismo para ouvir e acompanhar mães atípicas

O vereador Edson Azeredo (PL) está trabalhando num mecanismo para ser o suporte de pessoas – pais e mães – que tenham filhos atípicos. A iniciativa, segundo o vereador, partiu de relatos que recebeu em seu gabinete de pessoas que precisam simplesmente desabafar.

A ideia, segundo ele, é criar uma estrutura semelhante ao Empodera – que reúne pessoas que conseguiram a cura do câncer e que auxiliam outras que descobriram a doença -, criando um espaço para acolhimento de pessoas (pais, mães e familiares) que tenham filhos atípicos.

“O grupo vai ser chamado de Atipicamente Mãe e já levei a proposta, junto com a Tatiana Quadros, à deputada estadual Kelly Moraes, que pretende discutir o assunto com o Governo do Estado”, citou.

Azeredo mencionou um relato de uma mãe que recebeu em seu gabinete que citava que torcia para que “seu filho morresse antes dela”, porque dependia totalmente da figura a mãe para tudo. “E é isso que precisamos pensar. O que será dos filhos atípicos a hora que não tiverem mais a presença das mães. Elas doam toda a sua vida em prol dos filhos, que merecem toda a atenção necessária. E muitas vezes a troca de experiências é essencial para as pessoas que lidam com filhos atípicos. Precisamos cuidar de quem cuida de outra vida”, observou.

Azeredo pretende envolver as entidades que já trabalham no atendimento da causa, como a APAE e a Associação Luz Azul, mas também faz um apelo para que as mães entrem em contato com seu gabinete para que haja um cadastro de pessoas que possam ser acolhidas.

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