
O presidente da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul, Serginho Moraes (PL), utilizou a tribuna do Legislativo nesta segunda-feira, dia 25, para chamar a atenção da sociedade para os casos de violência contra crianças e para a necessidade de ampliar os cuidados com os menores.
Ao abordar notícias de abuso sexual, agressões graves e mortes de crianças, Moraes ressaltou que o risco não está necessariamente associado a desconhecidos. Segundo a abordagem apresentada no discurso, pais, tios, avôs, convidados e outras pessoas próximas podem ser apontados como suspeitos ou autores de crimes, o que exige dos responsáveis atenção redobrada sobre quem convive com a criança ou permanece sozinho com ela.
O presidente também destacou o impacto emocional provocado por esse tipo de violência. Além das consequências físicas e, em alguns casos, fatais, os abusos podem deixar marcas psicológicas duradouras nas vítimas sobreviventes e em suas famílias. A dor, conforme ressaltado, pode ser reavivada em datas simbólicas e momentos de convivência familiar.
Com base nos episódios mencionados, Serginho Moraes defendeu que os adultos adotem uma postura preventiva e estabeleçam limites sempre que não houver segurança ou confiança suficientes. Entre as orientações apresentadas estão não permitir que pessoas não autorizadas busquem a criança na escola, evitar passeios ou pernoites sem a devida avaliação e não deixar os menores sob os cuidados de quem não inspire plena confiança.
Moraes ressaltou que a proteção infantil deve ocorrer antes que uma situação de risco se concretize. Crianças pequenas, por sua vulnerabilidade, podem aceitar doces, convites, passeios ou pedidos de adultos sem compreender plenamente o perigo. Por isso, a responsabilidade pela prevenção, segundo Moraes, é dos pais, familiares, responsáveis e das instituições encarregadas de proteger a infância.
O presidente também criticou o que considera falhas na proteção de crianças em casos envolvendo denúncias anteriores, decisões de guarda e suspeitas de reincidência. Para ele, situações dessa natureza devem ser avaliadas com rigor pelo poder público e pela Justiça, de modo a evitar que crianças sejam expostas novamente a ambientes potencialmente perigosos.
Em tom de indignação, Moraes defendeu punições severas para abusadores e manifestou revolta diante da possibilidade de que investigados ou condenados voltem ao convívio social.
Serginho Moraes reforçou o apelo para que famílias não ignorem suas próprias preocupações. Diante da dúvida, a recomendação é priorizar a segurança da criança, impedir que ela permaneça sozinha com pessoas não confiáveis e buscar imediatamente os canais oficiais de denúncia e proteção.






