Dirigentes da Unimed apresentaram a evolução da instituição — que completa 55 anos em 2026
A Associação Comercial e Industrial de Santa Cruz do Sul (ACI) promoveu, nesta quinta-feira (28), mais uma edição da reunião-almoço “Tá na Hora”. O evento, realizado no Hotel Águas Claras, debateu o tema “A saúde que sustenta o negócio: 55 anos de estratégia, inovação e transformação da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo”.
Os palestrantes convidados foram o presidente da Unimed VTRP, Dr. Neuri José Gusson, e a superintendente executiva da cooperativa, Rosilene Knebel. Para uma plateia formada por autoridades, gestores e lideranças regionais, os dirigentes apresentaram a evolução da instituição — que completa 55 anos em 2026 — e analisaram os impactos do envelhecimento populacional e das novas tecnologias no mercado da saúde. O encontro foi mediado pelo vice-presidente de indústria da ACI, Luiz Motta.
Fundada em 1971 por 49 médicos como Altomed, a cooperativa passou a se chamar Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo em 1979. Integrante do Sistema OCERGS, a Unimed VTRP possui gestão independente e atende a uma carteira de mais de 207 mil vidas no Rio Grande do Sul.
De acordo com o Dr. Neori Gusson, a trajetória da Unimed nos últimos 55 anos tem sido marcada por uma profunda e rápida transformação dinâmica, a ponto de a cooperativa se reinventar ciclicamente. “Podemos dizer que, a cada dois anos, somos uma nova empresa ”, afirmou.
A estrutura, que nasceu voltada ao trabalho médico, evoluiu para operadora de planos de saúde regulada pela Agência Nacional de Saúde (ANS) a partir dos anos 2000, e hoje foca na virtualização dos processos. O período pós-pandemia consolidou o plantão virtual 24 horas e a telemedicina, lançados em 2020. Atualmente, a instituição foca na incorporação da inteligência artificial no ecossistema assistencial.
Imediatismo do Cliente
Essa aceleração tecnológica responde diretamente ao comportamento do novo consumidor. A A superintendente executiva, Rosilene Knebel, apontou que o “imediatismo” passou a ditar o perfil dos clientes, gerando uma cobrança por agilidade comparável à de aplicativos de delivery. “O desafio da operadora agora é entregar respostas rápidas para consultas e exames sem comprometer a sustentabilidade financeira do negócio”, afirma.
Para equilibrar essa balança, destaca a gestora, o planejamento estratégico da Unimed para o ciclo 2025/2027 investe na gestão profissionalizada e foca na simplificação de processos e na centralidade do cliente.
Envelhecimento Populacional
A estratégia de longo prazo da Unimed VTRP baseia-se em dados demográficos do IBGE. Pela primeira vez, o Brasil registra mais idosos do que jovens, realidade altamente acentuada na região de cobertura da operadora.
Para conter a alta dos sinistros e manter os planos sustentáveis para o ambiente corporativo, a Unimed aposta na medicina preventiva através do modelo Cuida Bem. “O programa de rastreamento ativo de doenças crônicas e oncológicas já apresenta resultados práticos significativos”, comemora Gusson.
Ecossistema de Inovação
A evolução da Unimed VTRP também se apoia no Vibee, um hub de inovação aberta e Corporate Venture Capital que acelera e investe em HealthTechs. Conforme Rosilene, o portfólio de investimentos da operadora já conta com startups como a cor.sync (diagnóstico cardiológico), Fix It (imobilizações 3D) e LimbX (reabilitação motora). A marca também diversificou sua atuação no mercado com novos negócios, como a corretora V3COR e o Dinda Card.
Força da Indústria
Em alusão ao dia da Indústria, comemorado esta semana, o vice-presidente de Indústria da ACI, Luiz Motta, destacou a importância do setor para a economia da região em sua fala, na abertura do encontro. “Este setor, que é a espinha dorsal da nossa economia, gera milhares de empregos, impulsiona a inovação e dá a sustentação necessária para que todo o ecossistema de negócios do Vale do Rio Pardo cresça de forma sólida e competitiva”, pontou.
Por fim, destacou a conexão entre os temas abordados e o setor, ressaltando que “a sustentabilidade de qualquer negócio ou segmento produtivo depende, essencialmente, da saúde das pessoas que o constroem”.






