
Hoje, conversamos com Pedro Dávila, jovem empreendedor de apenas 19 anos, fundador da Muletech, uma startup que vem ganhando destaque no cenário regional de inovação ao propor soluções inteligentes para melhorar a mobilidade de pessoas com diferentes necessidades — idosos, pessoas com deficiência visual e indivíduos em recuperação que, por motivos diversos tendem a ter necessidades especiais de locomoção.
Uma startup que nasceu de um problema real
A ideia da Muletech surgiu de uma memória afetiva. Pedro conta que sua avó, já falecida, enfrentava grandes dificuldades de locomoção, especialmente à noite, no interior da Cidade de Vera Cruz. A falta de iluminação e os riscos de queda deixaram marcas na sua história e despertaram no jovem o desejo de criar algo que pudesse ajudar pessoas nessa mesma situação.
Essa lembrança se conectou com uma outra inspiração: um comentário de um professor no curso técnico que Pedro estudava, sobre a possibilidade de desenvolver acessórios tecnológicos para muletas e outros equipamentos. A ideia ficou guardada — até que Pedro encontrou o momento certo para transformá-la em projeto.
Da feira de ciências ao primeiro lugar no Demoday
Nos tempos de colégio, Pedro decidiu levar essa ideia embrionária para uma feira de ciências na escola quem que estudava, em Vera Cruz. A invenção, ainda muito inicial, conquistou o primeiro lugar e acendeu nele o desejo de empreender.
A partir daí, o jovem começou a procurar apoio, estudar soluções, buscar parceiros e consolidar o conceito. Esse esforço o levou a validar o projeto em incubadoras tecnológicas, participar de eventos de inovação e, recentemente, conquistar mais um grande reconhecimento:
a Muletech foi a startup vencedora do Demoday 2025 do Tecnounisc no dia 18 de novembro deste ano, destacando-se pela relevância social e pela robustez da solução apresentada.
O que é a Muletech e o que ela propõe
A Muletech é uma startup de mobilidade focada na área da saúde, que desenvolve sistemas inteligentes adaptáveis para as muletas, em breve, andadores. A empresa não produz esses equipamentos, mas entrega soluções tecnológicas acopláveis, que podem ser instaladas individualmente ou em conjunto, conforme a necessidade de cada usuário.
Entre os recursos desenvolvidos estão:
🔦 Lanterna integrada
Auxilia pessoas que se deslocam à noite ou em ambientes com baixa luminosidade — especialmente útil em áreas rurais.
📡 Sensor de proximidade
Indicado para pessoas com deficiência visual ou baixa visão. O sistema vibra ou alerta quando há obstáculos próximos, evitando colisões e quedas.
🚨 Botão de emergência com alarme e GPS
Um dos diferenciais do projeto. Ao acioná-lo, ele alerta automaticamente cuidadores ou familiares, informando a localização do usuário. É uma ferramenta essencial para idosos e pessoas que vivem sozinhas.
Evolução do nome: de “MuleTchê” a Muletech
No início, o projeto recebeu o nome “MuleTchê”, em homenagem às raízes gaúchas do inventor. Porém, ao participar de eventos e após algumas conversas com outros empreendedores já mais experientes, Pedro percebeu que o nome poderia limitar o alcance da marca, tanto em nível nacional como mais além.
A solução foi simples e estratégica:
Tchê virou Tech, transformando a marca em Muletech, mais universal e alinhada às ambições de expansão da startup.
Fase atual: validação, patentes e MVP
A Muletech está entrando agora em uma etapa decisiva:
finalização do MVP,
validação de uso com diferentes perfis de usuários,
definição de preços e modelos de negócio,
registro de patentes da tecnologia,
participação em editais para captar recursos.
e, iniciando a fase de vendas do sistema
A empresa já possui CNPJ formalizado e conta com uma equipe de parceiros e colaboradores que acreditam no propósito do projeto.






