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Café Empresarial: “ESG pode tornar o negócio mais rentável”, diz especialista

A edição de agosto do Café Empresarial abordou a temática do ESG, sigla em inglês de environmental, social and governance, em tradução, práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização, e sua importância cada vez maior no desempenho dos negócios. Realizado na manhã desta terça-feira (13), o tradicional evento de networking da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz reuniu cerca de 50 participantes, entre empresários e profissionais de empresas, no auditório da entidade.

A grande presença de público demonstra o interesse crescente que o assunto vem despertando no meio corporativo e integra a pauta de ações da ACI nesta área. Palestrante do encontro, o advogado e doutor em Direito Ambiental, Cassio Arend, destacou que as organizações que consideram os critérios ambientais, sociais e de governança na sua estratégia melhoram sua performance e tornam-se mais competitivas no mercado. “O mundo está se redesenhando para uma economia circular, de baixo carbono, comprometida com os seus stakeholders e com boas práticas de governança”, afirma.

O termo ESG surgiu em 2004, por iniciativa de grandes players econômicos, especialmente do setor financeiro, que entenderam que era preciso ter um capitalismo mais conectado com as questões sociais e ambientais, vislumbrando a transformação da cultura corporativa e um novo modelo de desenvolvimento econômico.

Consultor em recursos hídricos, saneamento básico, sustentabilidade e ESG, Cassio explica que mesmo não havendo uma exigência legal, a adoção dessas práticas pelas organizações tem uma relação direta com a perenidade dos negócios. Isso se aplica a empresas de diferentes setores e portes.

Mesmo as pequenas empresas, afirma, precisam estar alinhadas ao ESG, em razão de participarem de uma determinada cadeia de valor ou pelas exigências de mercado, do consumidor e das demais partes envolvidas ou interessadas nesse processo. Conforme Arend, diante da atual realidade das mudanças climáticas, que serão cada vez mais frequentes e intensas, é urgente assumir uma mentalidade estratégica e incorporar as questões ESG ao centro dos negócios, transformando práticas, processos e estruturas para viabilizar esse futuro.

Geração Millenials

Os nascidos entre 1981 a 1996, chamados de Geração Millenials, serão 75% da força de trabalho mundial até 2025, segundo as previsões. Essa geração é reconhecida por ter o propósito como motivação profissional, escolhendo trabalhar em empresas comprometidas com as questões do ESG. Igualmente, optam por consumir produtos e serviços de organizações que estejam alinhadas com essas práticas. Cenário que, segundo o especialista, reforça ainda mais a adoção da sustentabilidade como foco central do negócio.

Outro ponto a considerar é a postura dos investidores, que estão cada vez mais focados nas ações de sustentabilidade para além dos demonstrativos financeiros, buscando os vetores que geram valor intrínseco ao negócio. “Nesse cenário, existem grandes oportunidades de alavancar os negócios das empresas que adotam uma governança corporativa que privilegie as estratégias de ESG”.

O Café Empresarial conta com o patrocínio da Bitencourt Corretora de Seguros, UNISC, Wizard Idiomas, Lisaruth, Dinda Card e Himarte Internet.

Fonte
Assessoria de Imprensa ACI SCSFoto: Rodrigo Assmann

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