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Expansão do programa Vigilância Colaborativa é apresentado na Câmara de Vereadores

A Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul realizou uma reunião especial, requerida pelo vereador Edson Azeredo (PL) para que a comunidade conhecesse a nova etapa do programa Vigilância Colaborativa. A reunião contou com a presença do promotor público, Erico Fernando Barin, que fez a explanação da nova etapa.

O programa Vigilância Colaborativa é uma iniciativa inovadora que integra sistemas de segurança privados para fortalecer a segurança pública em Santa Cruz do Sul e, futuramente, em toda a região. O programa tem demonstrado resultados significativos na elucidação de crimes e na inibição de atividades criminosas.

Trata-se de um modelo de segurança que fomenta a participação ativa da comunidade, permitindo que pessoas e empresas disponibilizem imagens de suas câmeras de segurança privadas para as autoridades.

Essas imagens, captadas em áreas externas de imóveis não privados, são armazenadas em um ambiente virtual na nuvem por sete dias e gerenciadas por uma entidade ou associação civil de natureza privada. Em caso de ocorrências, as forças de segurança – Polícia Civil, Brigada Militar e Guarda Civil Municipal – podem acessar essas imagens mediante login cadastrado, agilizando a investigação e a resolução de casos.

Benefícios e Impacto

Desde a sua implementação, o programa tem gerado uma série de benefícios tangíveis para a segurança da comunidade, como a agilidade na elucidação de casos, pois a disponibilidade rápida de imagens de alta qualidade tem sido crucial para identificar suspeitos e reconstruir eventos criminosos.

Também resulta em maior quantidade de casos solucionados, pois a colaboração tem levado a um aumento no número de crimes resolvidos, desde furtos de bicicletas até assaltos complexos. Ainda serve para inibir e repreender de práticas criminosas, pois a presença de um sistema de vigilância abrangente atua afugentar potenciais criminosos.

O programa ainda amplia a Segurança Pública e Privada, pois beneficia tanto a segurança dos cidadãos quanto a proteção de propriedades privadas e representa um baixo custo para o setor privado e uma economia significativa de recursos públicos, otimizando o investimento em segurança. Também existe a percepção de maior segurança, que contribui para a valorização imobiliária na região.

O sucesso da Vigilância Colaborativa é evidenciado por diversos casos de destaque. Em Santa Cruz do Sul, mais de uma centena câmeras já estão integradas ao sistema, contribuindo para a prisão de suspeitos em casos de furtos de bicicletas, a captura de assaltantes através da troca de informações entre a Brigada Militar e a Polícia Civil, e a elucidação de um furto milionário em uma loja de departamentos.

Além disso, o programa tem sido fundamental na identificação de autores de furtos de tampões de bueiros, demonstrando sua versatilidade e eficácia em diferentes cenários criminais.

Os vereadores sugeriram adequações para para fortalecer a iniciativa. O vereador Professor Cleber (União Brasil) propôs a criação de incentivos fiscais para empresas participantes. Já Rodrigo Rabuske (Republicanos) defendeu a participação das associações de bairros e associações de moradores na definição de pontos estratégicos e na manutenção do sistema. O vereador Édson Sortica (PL) apresentou a ideia de que o monitoramento também contemple áreas rurais do município. Azeredo ainda pediu a instalação de equipamentos no prédio da própria Câmara de Vereadores.

Custos

Uma das vantagens do modelo é o baixo custo de participação. Na modalidade de coparticipação entre quatro vizinhos, o investimento pode ficar em torno de R$ 30 mensais por participante. Valor que contempla a instalação dos equipamentos; manutenção; captação de imagens; armazenamento; disponibilização do material para os órgãos de segurança.

Ministério Público destaca que modelo reduz dependência de recursos públicos. Barin reforçou que a proposta foi pensada para minimizar o uso de verba pública, embora investimentos institucionais também sejam possíveis. Ele citou, inclusive, recursos oriundos de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados pelo Ministério Público, que já permitiram a instalação de equipamentos em escolas do município. Moradores, empresas e entidades interessados em aderir ao Projeto Vigilância Colaborativa podem buscar informações na Secretaria de Segurança e Trânsito (Sest) e na Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul (Assemp).

Fonte
Jacson Miguel Stülp

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