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Rios ultrapassam cota de inundação no RS, veja lista

Estado já registra duas mortes, um desaparecido e mais de 2,6 mil pessoas fora de casa devido às fortes chuvas

Pelo menos cinco rios ultrapassaram a cota de inundação no Rio Grande do Sul em razão das intensas chuvas que atingem o estado desde a última segunda-feira (16). Os alagamentos forçaram centenas de famílias a deixarem suas casas, com registros de deslizamentos, quedas de pontes e bloqueios em estradas. Conforme a Defesa Civil, ao menos 68 municípios foram afetados, e os prejuízos ainda estão sendo contabilizados.

Até o momento, duas pessoas morreram, uma segue desaparecida e mais de 2,6 mil gaúchos estão fora de casa, entre desabrigados e desalojados. O número pode aumentar nas próximas horas com a continuidade da instabilidade climática.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e com a Defesa Civil estadual, os rios que já transbordaram são:

  • Rio Taquari, em Lajeado: 22,1 metros (cota de inundação: 19 m)
  • Rio Caí, em São Sebastião do Caí: 12,6 metros (cota: 10 m)
  • Rio Paranhana, em Taquara: 6,85 metros (cota: 5 m)
  • Rio Jacuí, em Dona Francisca: 9,24 metros (cota: 7,5 m)
  • Rio Ibirapuitã, em Alegrete: 11,5 metros (cota: 9,7 m)

Um dos aumentos mais expressivos foi registrado no Rio Paranhana, entre Igrejinha e Três Coroas, onde o nível subiu cerca de quatro metros em apenas cinco horas, conforme dados do Observatório Espacial Heller & Jung, de Taquara.

Além dos rios que já atingiram níveis críticos, outros cursos d’água estão em elevação e sob monitoramento constante:

  • Rio dos Sinos, em São Leopoldo: 3,95 metros (cota: 4,5 m)
  • Rio Gravataí, em Gravataí: 3,96 metros (cota: 4,75 m)
  • Lago Guaíba, em Porto Alegre: 2,39 metros (cota: 3,6 m)
  • Rio Uruguai, em Uruguaiana: 6,87 metros (cota: 8,5 m)
  • Rio Uruguai, em Itaqui: 4,55 metros (cota: 8,3 m)

Por outro lado, o nível do Alto Taquari, em Muçum, apresenta tendência de queda, com a medição mais recente indicando 12,9 metros, abaixo da cota de inundação que é de 18 metros.

A Defesa Civil segue em alerta e reforça que a população das áreas de risco deve acompanhar os avisos oficiais e se retirar preventivamente das zonas alagáveis. O órgão também destaca que o solo encharcado aumenta o risco de deslizamentos em áreas de encosta.

Equipes de resgate, assistência social e voluntários seguem atuando no acolhimento das famílias afetadas. Doações de alimentos, roupas e produtos de higiene pessoal estão sendo recebidas em diversos pontos dos municípios impactados.

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