Trinta dias após os primeiros casos de intoxicação por metanol em bebidas serem noticiados, órgãos públicos intensificaram ações de investigação, testagem e prevenção. Hospitais de referência foram estruturados em diferentes regiões do país, e os Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) assumiram a linha de frente na detecção dos casos, enquanto a vigilância sanitária e as polícias fiscalizavam locais de venda e consumo. As análises apontaram que a contaminação teve origem na falsificação de bebidas que utilizavam álcool combustível adulterado com metanol, resultando em 58 casos confirmados e 15 mortes, principalmente em São Paulo.
As medidas se fortaleceram a partir de 7 de outubro, quando o governo federal criou um comitê de crise e distribuiu antídotos e etanol farmacêutico aos hospitais. O Instituto de Criminalística de São Paulo comprovou a adição intencional de metanol em bebidas falsificadas, o que levou à criação de novos protocolos de identificação e à aceleração das análises laboratoriais. A operação integrada entre Ciatox, universidades e forças de segurança permitiu respostas mais ágeis e reduziu o impacto econômico, embora o consumo de bebidas alcoólicas tenha caído cerca de 5% em setembro, segundo a Abrasel.
As investigações localizaram os postos que venderam o combustível contaminado e a distribuidora de bebidas falsificadas, encerrando o primeiro ciclo da apuração. Pesquisadores desenvolveram soluções tecnológicas, como o “nariz eletrônico” da UFPE, capaz de identificar metanol em bebidas por meio do odor. Paralelamente, o tema chegou ao Legislativo: uma CPI foi aberta em São Paulo e tramita no Congresso o projeto de lei que torna crime hediondo a adulteração de alimentos e bebidas. Até o último boletim, havia 58 casos confirmados, 50 sob investigação e 15 mortes registradas em três estados.






