
O vereador Ilário Keller usou a Tribuna da Câmara de Vereadores para se manifestar sobre uma situação que atinge a comunidade São Nicolau. Ele ressalta que a localidade aguardando a extensão da rede de abastecimento de água, enquanto moradores relatam o consumo de água proveniente de um poço contaminado.
“A rede implantada no ano anterior chegou às proximidades da comunidade, mas não contemplou o local. Para concluir a interligação, seria necessário executar um pequeno trecho adicional e disponibilizar rede trifásica para ativar um dos poços”, observou.
Segundo os relatos apresentados por Keller, a água atualmente utilizada apresenta coloração e qualidade inadequadas, prejudicando inclusive a lavagem de roupas e tornando-a imprópria para o consumo. Diante desse cenário, a substituição do poço contaminado por novas fontes de água potável é tratada como uma medida de saúde pública.
Como alternativa emergencial foram solicitadas caixas-d’água para que os moradores pudessem armazenar água enquanto a rede definitiva não chega. O encaminhamento defendido é a conexão da comunidade à rede de boa qualidade, o desligamento do poço contaminado e a mobilização dos moradores por meio de um abaixo-assinado. A avaliação apresentada é de que o trecho necessário teria menos de dois quilômetros e representaria um investimento de baixo custo diante do benefício para a população.
Outra frente de reclamações apresentada por Ilário Keller envolve a conservação da malha viária urbana e rural. Moradores apontam a existência de buracos, desníveis e pavimentação deteriorada em locais como a Linha Santa Cruz, a Avenida dos Cristais e o corredor Ullmann. A cobrança é por ações de manutenção capazes de corrigir problemas recorrentes, inclusive em trechos considerados relativamente simples de recuperar.
Também permanecem parados projetos de pavimentação já aprovados. É o caso da Rua Helmut Schuetz, na ligação com o campo da Linha, que teria projeto pronto há cerca de dois anos e meio, mas ainda aguarda a execução de um trecho de aproximadamente uma quadra e meia.
Os relatos também apontam a necessidade de reorganização da Secretaria de Obras e de reforço na estrutura das subprefeituras, com a disponibilização de mais equipamentos para atender às demandas de estradas e pavimentação. A falta de cascalheiras licenciadas é citada como um dos obstáculos à obtenção de material e, consequentemente, à manutenção das estradas do interior.
A presença recorrente de pessoas em situação de rua em praças, vias públicas e em frente a estabelecimentos comerciais é apontada como uma questão que exige uma resposta séria, direta e coordenada do poder público. A avaliação é de que o problema pode se agravar caso não seja enfrentado de forma estruturada.
A retirada de brinquedos ou de outros equipamentos das praças é considerada uma medida inadequada, pois não resolve a causa do problema e acaba prejudicando as crianças que utilizam esses espaços. A alternativa defendida é a realização de abordagens, o estabelecimento de limites e o encaminhamento adequado das pessoas em situação de rua, preservando as áreas de lazer para a comunidade.
Também é cobrada a recuperação de calçamentos e pavimentos danificados. “Quando a fiscalização não for suficiente para evitar a deterioração, o município deve assumir a execução dos reparos necessários, conforme a cobrança apresentada”, citou Keller. A reivindicação é por medidas efetivas de manutenção, em vez da repetição de novos pedidos sem solução concreta.





