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ICF-RS registra 44,5 pontos em fevereiro de 2026 e renova mínima histórica

A Fecomércio-RS divulgou, no dia 16 de março, os resultados da edição de fev/26 da Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas (ICF-RS), realizada pela CNC nos últimos dez dias de jan/26 em Porto Alegre. O índice registrou 44,5 pontos, apresentando queda de 2,5% em relação a jan/26 e recuo de 25,2% na comparação com fev/25. O ICF e seus componentes variam de 0 a 200 pontos, sendo que resultados abaixo de 100 pontos indicam percepção média pessimista dos consumidores, que se intensifica quanto mais próximo de zero se encontra o indicador.

O resultado reforça a trajetória recente de deterioração da confiança das famílias, com o ICF-RS registrando a décima segunda queda consecutiva na margem. Dos sete componentes analisados, cinco apresentaram retração no mês (Perspectiva Profissional, -5,0%, para 9,0 pontos; Situação Atual do Emprego, -4,7%, para 66,1 pontos; Perspectiva de Consumo, -3,2%, para 51,4 pontos; Avaliação da Renda Atual, -2,8%, para 78,5 pontos; e Acesso ao Crédito, -1,6%, para 64,1 pontos), enquanto um avançou (Momento para Consumo de Bens Duráveis, +12,6%, para 7,2 pontos) e outro permaneceu estável (Nível de Consumo Atual, 0,0%, em 35,0 pontos). Além disso, todos os subíndices seguem apresentando queda na comparação interanual, evidenciando um ambiente marcado por cautela nas decisões de consumo.

Apesar de Emprego e Renda permanecerem com maior patamar entre os componentes (no campo pessimista, correspondendo aos indicadores menos negativos do ICF-RS), o Emprego teve a sexta queda consecutiva, refletindo redução da percepção de segurança entre as famílias. O indicador de Renda, por sua vez, voltou a recuar após duas altas seguidas, o que pode ter influência das despesas extras típicas do início de ano sobre uma renda já pressionada pelo comprometimento com dívidas. A análise também ressalta que as percepções capturadas pelo ICF-RS seguem apontando para acomodação do consumo, evidenciada pela estabilidade do Consumo Atual e pela redução da Perspectiva de Consumo para os próximos meses. “Os dados indicam um consumidor bastante cauteloso nas decisões de gasto, o que exige atenção redobrada e estratégia dos empresários dos nossos setores em um ambiente de demanda mais moderada.”, avaliou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP.

Fonte
Camejo Comunicação

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