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Serviço Geológico do Brasil apresenta resultados do Plano Municipal de Redução de Riscos em Santa Cruz do Sul

No último dia 4, ocorreu na sala BAT, da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), um encontro com a equipe técnica do Serviço Geológico do Brasil (SGB), para falar sobre o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) em Santa Cruz do Sul. Organizado pelo Grupo de Pesquisa Percepção Pública, Governos Municipais e Desastres Climáticos no RS, que é coordenado pelos professores da Unisc Marco Cadoná e João Pedro Schmidt, o momento de diálogo contou com a presença de professores, estudantes e comunidade, apresentando os aspectos principais da proposta, após Audiência Pública na Câmara de Vereadores. A equipe técnica responsável pela elaboração do PMRR esteve representada por Tiago Antonelli (SGB), Débora Lamberty (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM), Renato Mendonça (CPRM) e Luiz Belino (Ministério das Cidades).

Após as inundações no Rio Grande do Sul em 2024, o governo federal definiu dez cidades com mais de 100 mil habitantes para serem contempladas no plano, – que é uma ferramenta de planejamento urbano para auxiliar o poder público na identificação de problemas, como deslizamentos e inundações, – e buscar soluções para minimizar os riscos. Duas cidades gaúchas foram contempladas no primeiro momento para receber um PMRR: Santa Cruz do Sul e Bento Gonçalves. Tendo em vista o agravamento constante das mudanças climáticas no país, hoje 150 planos estão em fase de elaboração, financiados pelo Ministério das Cidades. 

Um dos órgãos técnicos encarregados da formulação dos planos é o Serviço Geológico do Brasil. O órgão iniciou suas atividades em Santa Cruz do Sul no mês de outubro de 2024. O trabalho técnico incluiu mapeamento de campo, inspeções em áreas urbanas com uso de drones, análise de solos/rochas, diálogo com a comunidade e interação com a Defesa Civil local e técnicos da Prefeitura. O PMRR identifica e classifica setores de risco, propõe intervenções prioritárias e subsidia ações voltadas à proteção da população e à redução de perdas humanas, sociais e econômicas associadas a eventos extremos. O relatório final contém o mapeamento de áreas de risco e indicações para o planejamento de obras de contenção e drenagem para proteger populações vulneráveis. 

Um dos aspectos discutidos na Unisc foi a necessidade de ampliar as equipes técnicas capazes de formular PMRRs em municípios com alta probabilidade de desastres socioambientais, tendo em vista a intensificação de eventos extremos associados ao agravamento das mudanças climáticas. Em vários municípios brasileiros, os planos estão sendo elaborados por ou em colaboração com universidades. A possibilidade de a Unisc contribuir nesse tipo de estudo foi considerada importante pelo representante do Serviço Geológico do Brasil, que informou que o órgão está à disposição para assessorar tal iniciativa, a qual será analisada pela direção da universidade.

Fonte
Bruna Ortiz Lovato

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