Flávia Saraiva ficou muito próxima do pódio no Mundial de Ginástica Artística de Jacarta, terminando em quarto lugar, a menos de três décimos da medalha. A brasileira, de 26 anos, abriu a final da trave com uma série impecável e manteve chances de medalha até o fim, quando a chinesa Zhang Qingying confirmou o favoritismo e ficou com o ouro. A argelina Kaylia Nemour levou a prata, e a japonesa Aiko Sugihara conquistou o bronze, todas com apresentações consistentes.
O resultado representa a melhor campanha de Flávia na trave desde a prata nas Olimpíadas da Juventude de 2014. Pela primeira vez na carreira adulta, ela completou uma final nesse aparelho sem grandes desequilíbrios ou quedas. Antes, sua melhor colocação havia sido o quinto lugar nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Vale lembrar que, em 2023, Flavinha conquistou o bronze no solo, outro de seus aparelhos de destaque.
Na final em Jacarta, Flávia aumentou o grau de dificuldade da série e somou 13,900 pontos, com excelente execução — a segunda melhor da disputa. Mesmo assim, foi superada por rivais com séries mais difíceis. Encerrando a temporada de 2025, a ginasta vai tirar um período de descanso antes de iniciar a preparação para o Mundial de 2026, em Roterdã, que valerá vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Já Rebeca Andrade, campeã olímpica, planeja retornar às competições no próximo ano após um período sabático.






